O ano começou com euforia, mas Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, decidiu esfriar os ânimos. Ele afirmou que o setor precisa enfrentar três riscos centrais antes de sustentar qualquer expectativa de alta consistente. Mesmo com o bom desempenho inicial, ele alertou que estabilidade de mercado, regulação nos EUA e saúde das ações determinarão o rumo dos preços.
As principais criptomoedas mantiveram ganhos firmes nas primeiras semanas. Bitcoin, Ethereum, XRP, BNB, Solana, Tron, Dogecoin e Cardano avançaram com força moderada, apoiando o sentimento positivo. No entanto, Hougan lembrou que o mercado ainda digere o enorme choque de outubro, quando uma liquidação histórica apagou US$ 19 bilhões em futuros em apenas um dia.
Matt Hougan explicou que a atual calmaria regulatória não está garantida. Ele afirmou que a Lei CLARITY, agora em tramitação no Congresso, será decisiva para dar segurança jurídica ao mercado. Além disso, ressaltou que uma mudança de administração pode reverter a postura favorável de órgãos como SEC e CFTC.
O Senado deve iniciar a fase final de votação em 15 de janeiro. Contudo, divergências sobre regras para DeFi, recompensas de stablecoins e conflitos políticos ainda atrasam o consenso. Mesmo assim, autoridades da Casa Branca afirmam que o país está “mais perto do que nunca” de aprovar a lei. As estimativas da Kalshi apontam 46% de chance de aprovação até maio e 82% até o fim do ano.
O diretor também destacou que o setor cripto depende de um ambiente macro minimamente estável. Ele explicou que as criptomoedas não exigem uma disparada das ações, mas precisam evitar quedas bruscas. Uma perda de 20% no S&P 500, por exemplo, poderia reduzir o apetite global por risco e afetar todo o setor.
Os mercados de previsão, porém, indicam baixa probabilidade de recessão em 2026. Também projetam cerca de 80% de chance de valorização do índice S&P 500. Apesar disso, a possível bolha da IA continua criando incerteza para os próximos meses.
A capitalização total do mercado cripto caiu 3% nas últimas 24 horas, enfrentando forte resistência perto de US$ 3,2 trilhões. Esse nível já segurou a recuperação em dezembro e agora atrai vendedores mais cautelosos. Analistas afirmam que a pressão vendedora ainda domina o curto prazo.
Enquanto isso, a CryptoQuant destacou que o suposto “apetite das baleias” por Bitcoin está sendo superestimado por distorções internas das exchanges. Muitos fluxos refletem apenas detentores tentando vender. Mesmo assim, a Binance recebeu quase US$ 2,4 bilhões em Bitcoin e Ethereum na última semana, o maior volume mensal recente.
Por fim, um sinal raro voltou a animar parte do mercado. O indicador McMillan Volatility Band registrou uma nova leitura de compra no gráfico semanal do BTC. Em toda a história do ativo, esse alerta ocorreu apenas três vezes, sempre em pontos favoráveis para entradas estratégicas.
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