O empresário Nelson Tanure teve o celular apreendido nesta quarta-feira (14) durante a 2ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Em nota obtida pelo Monitor do Mercado, a defesa afirma que Tanure não tem relação societária com o Banco Master e é apenas cliente da instituição.
Segundo o advogado Pablo Naves Testoni, do escritório Paoletti & Naves Testoni Advogados — que representa Tanure — a única medida imposta ao empresário nesta quarta foi a apreensão do celular.
A defesa sustenta que Tanure jamais respondeu a processo criminal relacionado às empresas das quais é ou foi acionista e que as apurações devem comprovar a inexistência de prática ilícita.
Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure tem longa trajetória no mercado de capitais brasileiro. Sua trajetória inclui a compra e reestruturação de companhias em setores como energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia.
Atualmente, possui participações em empresas como Light, Alliança Saúde, Gafisa (GAFS3), Prio (PRIO3), TIM Brasil (TIMS3) e Docas Investimentos. Também integram seu portfólio a Sequip, a Ligga — grupo de telecomunicações formado a partir da consolidação de operadoras regionais — e o fundo Saint German, acionista do Grupo Pão de Açúcar.
Nesta manhã, a Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A operação resultou no bloqueio de R$ 5,7 bilhões e na apreensão de R$ 97,3 mil em dinheiro em espécie.
Entre os alvos estão o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro — que foi preso durante a primeira fase da operação —, familiares, além de empresários e investidores ligados ao mercado financeiro. As buscas ocorreram inclusive na região da Faria Lima, em São Paulo.
Segundo a PF, a investigação apura suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. O foco está na suposta concessão de créditos fictícios pelo Banco Master.
A primeira fase da operação ocorreu em novembro do ano passado e levou à prisão de sete pessoas, incluindo Daniel Vorcaro. De acordo com estimativas da PF, as fraudes investigadas podem alcançar R$ 12 bilhões.
Tanure não estava em sua residência no momento do cumprimento do mandado e foi localizado posteriormente no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando embarcaria em um voo nacional.
No ano passado, ele também foi alvo de investigação para apurar se ele era o controlador do Banco Master, hipótese que negou à época.
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