A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou nesta quinta-feira (15) que vai implementar ainda neste ano um projeto de venda de ativos do grupo com o objetivo de equacionar sua estrutura de capital.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirmou que pretende reduzir o endividamento entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões constantes no balanço.
As vendas de participação nos ativos estarão sujeitas a condições usuais em transações similares, incluindo a obtenção de aprovações legais, concorrenciais e regulatórias, além de outras condições que poderão constar nos documentos definitivos das operações.
Segundo a CSN (CSNA3), a estratégia tem como objetivo permitir a concentração da companhia em segmentos de maior rentabilidade, crescimento e sinergias.
“As alienações de ativos fazem parte de uma estratégia da administração que pretende alcançar o potencial de, em até oito anos, dobrar o Ebitda da CSN e atingir uma alavancagem sustentável em torno de 1 vez a sua relação dívida líquida/Ebitda”, informou a empresa.
Dentro do projeto, a siderúrgica avalia a venda do controle da CSN Cimentos e de uma participação relevante na CSN Infraestrutura, ainda em 2026.
De acordo com a empresa, assessores financeiros já foram contratados. A expectativa é lançar os ativos à venda ainda neste mês de janeiro, com a possibilidade de assinatura de acordos vinculantes entre o terceiro e o quarto trimestres.
A CSN Mineração é vista como foco estratégico do grupo, com destaque para sua alta performance operacional e por ser atualmente a principal avenida de crescimento dos resultados do grupo.
A divisão conta com cerca de 2,2 bilhões de toneladas em reservas e é considerada a sétima maior mineradora do mundo.
A CSN também afirmou que dará continuidade ao plano de expansão da unidade, o que deve levar a CSN Mineração a um novo patamar operacional.
As operações de siderurgia ainda representam cerca de 50% do faturamento total da CSN. Para esse segmento, a estratégia de curto prazo envolve a avaliação de alternativas ou parcerias, com foco na maximização da geração de caixa.
Os bastidores do mercado direto no seu e-mail! Assine grátis e receba análises que fazem a diferença no seu bolso.Como parte inicial do processo de desalavancagem, a companhia informou que vendeu 11% da MRS para a CSN Mineração por R$ 3,35 bilhões em 2025.
“A companhia obteve aprovação do conselho para iniciar em 2026 os movimentos estratégicos necessários para equacionar em definitivo a estrutura de capital do grupo, abrindo caminho para um novo ciclo de crescimento”, informou a CSN.
A empresa conclui ao declarar comprometimento com seus acionistas e o mercado em geral, fornecendo informações acerca dos eventuais desdobramentos relevantes relacionados a esses projetos, nos termos da legislação aplicável.
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