Tratado, negociado por mais de 25 anos, cria área de livre comércio, mas ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos e Congressos dos países envolvidosTratado, negociado por mais de 25 anos, cria área de livre comércio, mas ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos e Congressos dos países envolvidos

Leia a íntegra de nota conjunta sobre o acordo Mercosul-UE

2026/01/18 07:44

Os países do Mercosul e representantes da UE (União Europeia) assinaram neste sábado (17.jan.2026), em Assunção, no Paraguai, o acordo de livre comércio entre os 2 blocos negociado há 26 anos. A cerimônia foi realizada no país que exerce neste momento a presidência rotativa do bloco sul-americano e contou com a presença de presidentes da região e autoridades europeias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou.

O tratado estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ao integrar cerca de 780 milhões de consumidores e responder por aproximadamente 25% do PIB (Produto Interno Bruto) global. Com a assinatura, os 2 blocos assumem o compromisso de reduzir gradualmente tarifas de importação sobre a maior parte dos produtos comercializados bilateralmente.

Depois da assinatura, os países divulgaram uma nota sobre o acordo.

LEIA A ÍNTEGRA 

Os Estados Partes do MERCOSUL, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, anunciam com satisfação a assinatura do Acordo de Associação e do Acordo Interino de Comércio com a União Europeia, uma conquista histórica que fortalece as relações comerciais, políticas e de cooperação entre ambas as regiões.

Estes instrumentos foram assinados pelos Ministros das Relações Exteriores dos Estados Partes do MERCOSUL e pelo Comissário de Comércio e Segurança Econômica em representação da União Europeia. A cerimônia contou ainda com a distinta participação das mais altas autoridades dos Estados Partes do MERCOSUL e da União Europeia, na qualidade de convidados de honra.

Estes Acordos estabelecem um marco integral e equilibrado que promove o intercâmbio de bens e serviços, o investimento e o desenvolvimento econômico.

Para o MERCOSUL, implica o acesso preferencial à UE, a terceira economia global, um mercado de 450 milhões de pessoas e cerca de 15% do PIB mundial. A União Europeia eliminará tarifas para 92% das exportações do MERCOSUL, no valor aproximado de US$ 61 bilhões[1]. Além disso, concederá acesso preferencial para outros 7,5%, equivalente a US$ 4,7 bilhões[2], beneficiando assim quase a totalidade das exportações do bloco para a UE. Desta forma, amplia-se significativamente o acesso do MERCOSUL ao mercado europeu, melhoram-se as condições de comércio e fortalece-se a competitividade das empresas da região.

Estabelecem-se, além disso, mecanismos de cooperação em áreas estratégicas, contribuindo para o crescimento econômico e social dos países membros.

Com esta assinatura, os Estados Partes do MERCOSUL reafirmam seu compromisso com a integração regional, o desenvolvimento e a cooperação internacional, consolidando uma relação estratégica de longo prazo que gerará benefícios concretos para os cidadãos, as empresas e a economia da região.

Assunção, 17 de janeiro de 2026

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