Governo alemão afirma que respeitará decisão da Federação Alemã de Futebol e da Fifa sobre possível ausência no Mundial devido a tensões com os EUAGoverno alemão afirma que respeitará decisão da Federação Alemã de Futebol e da Fifa sobre possível ausência no Mundial devido a tensões com os EUA

Alemanha discute boicote à Copa 2026 após ameaças de Trump

2026/01/21 07:22

A Alemanha avalia a possibilidade de boicotar a Copa do Mundo de 2026, em reação às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), de anexar a Groenlândia e impor tarifas comerciais a países europeus. A DFB (Federação Alemã de Futebol, na sigla em alemão) e a Fifa (Federação Internacional de Futebol) analisam o cenário. O governo alemão informou à agência de notícias francesa AFP, nesta 3ª feira (20.jan.2026), que respeitará qualquer decisão tomada pelas organizações esportivas.

O Mundial será disputado de 11 de junho a 19 de julho de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México, com a maior parte dos jogos em território estadunidense. A Alemanha, tetracampeã mundial, não ficou fora de uma Copa desde 1950, no período pós-Segunda Guerra Mundial.

Pesquisa do Insa (Instituto Nacional de Pesquisa de Opinião), realizada com 1.000 pessoas para o jornal Bild, indica que 47% dos alemães apoiariam um boicote caso os Estados Unidos concretizem a anexação da Groenlândia. Outros 35% se declararam contrários à medida.

A secretária de Estado do Esporte da Alemanha, Christiane Schenderlein, afirmou em comunicado à AFP que a decisão cabe exclusivamente às federações. “O governo federal respeita a autonomia do esporte e acatará a decisão da DFB e da Fifa”, afirmou.

Parlamentares alemães também se manifestaram. O deputado conservador Roderich Kiesewetter (União Democrata-Cristã, centro-direita) disse ao jornal Augsburger Allgemeine que seria difícil imaginar a participação europeia no torneio se houver anexação da Groenlândia e guerra comercial com a União Europeia. Já Jürgen Hardt, porta-voz da União Democrata-Cristã para política externa, afirmou ao Bild que um boicote seria um “último recurso” para pressionar Trump.

O social-democrata Sebastian Roloff declarou ao Handelsblatt que a retirada da Copa poderia ser considerada, desde que haja uma resposta unificada da Europa.

Trump mantém relação próxima com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que lhe entregou o Prêmio da Paz da organização durante o sorteio da Copa do Mundo, em dezembro de 2025.

EUA & GROENLÂNDIA

Controlar a Groenlândia não é uma vontade nova de Donald Trump. Ele já havia manifestado interesse na região em 2019, durante seu 1º mandato à frente dos EUA, e depois em dezembro de 2024, antes de tomar posse para um 2º mandato.

O republicano já disse que se não controlar a Groenlândia “do jeito fácil”, então será do “jeito difícil”. Afirmou também, dias depois de os EUA capturarem Nicolás Maduro em uma ação militar na Venezuela, que “não precisa do direito internacional” e que seu poder é limitado apenas por sua “própria moralidade“.

Trump alega que a Groenlândia é fundamental para a segurança nacional dos EUA, para afastar a “ameaça russa” e citou a construção do Domo de Ouro, sistema de defesa para proteger o país de mísseis. O custo estimado do Golden Dome é de US$ 175 bilhões.

Além das ameaças de controlar a região à força, Trump também avalia comprar a Groenlândia e oferecer pagamentos diretos aos moradores da ilha. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou em 13 de janeiro que o território autônomo escolheria seguir ligado à Dinamarca, e não aos EUA.

Copyright Reprodução/Truth Social @realDonaldTrump – 20.jan.2026
Trump publicou em seu perfil na Truth Social uma montagem em que ele finca a bandeira dos EUA na Groenlândia

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