A Procuradora-Geral Pam Bondi recusou recuar na sexta-feira depois de um juiz federal magistrado ter recusado aprovar acusações criminais contra o ex-apresentador da CNN Don Lemon, a quem acusou de "aterrorizar" paroquianos durante um protesto anti-ICE dentro de uma igreja em Minneapolis.
Ao aparecer no programa "Hannity" da Fox News, Bondi criticou fortemente Lemon e outros envolvidos no incidente, que enquadrou como um ataque a uma instituição religiosa.
"Eles entraram por todas as portas, incluindo Don Lemon, e começaram a assediar, antagonizar e aterrorizar esses paroquianos", disse Bondi na sexta-feira. "Vamos atrás de si se participou nisso."
Bondi continuou a intensificar a sua retórica, acusando os manifestantes de serem "encenados" dentro da igreja e alegando que um paroquiano "saiu pela porta das traseiras aterrorizado e partiu o braço". A procuradora-geral destacou então Lemon ao rejeitar a sua alegação de que estava presente apenas para documentar a cena como jornalista.
"Não me importa quem é – se é um jornalista falhado da CNN – não tem o direito de fazer isso neste país", disse a Sean Hannity da Fox News.
"Não vivemos num país do terceiro mundo", acrescentou. "Vamos proteger as nossas casas de culto neste país."
Lemon negou ter participado no protesto, dizendo que estava lá estritamente para reportar o evento. "Não faço parte do grupo... Sou jornalista", disse o ex-apresentador da CNN na altura do protesto.
Mas Bondi concluiu na sexta-feira que Lemon não é mais do que "um agitador online".
"É isso que ele é agora", disse.

