Foram produzidos 4,83 bilhões de toneladas em 2025; repressão foi desencadeada por excesso de oferta que pressionou preçosForam produzidos 4,83 bilhões de toneladas em 2025; repressão foi desencadeada por excesso de oferta que pressionou preços

Produção de carvão da China cresce 1,2% e atinge nível recorde

2026/01/25 18:27

A produção de carvão da China atingiu o recorde de 4,83 bilhões de toneladas em 2025, embora o ritmo de expansão tenha diminuído consideravelmente, à medida que os órgãos reguladores intervieram para conter o excesso de oferta e estabilizar os preços em queda.

O modesto aumento anual de 1,2% representou uma forte retração em relação aos anos de crescimento robusto impulsionado por metas de segurança energética. As autoridades mudaram de estratégia em meados de 2025, impondo cotas de produção em resposta às perturbações do mercado e à queda dos preços.

O crescimento da produção apresentou oscilações drásticas ao longo do ano. A produção aumentou 5,4% em relação ao ano anterior no 1º semestre, sob uma supervisão relativamente frouxa. Mas, a partir de julho, depois de a NEA (Administração Nacional de Energia) lançar uma campanha nacional de fiscalização, a produção entrou em retração e permaneceu negativa até o final do ano. A campanha teve como foco verificar se os produtores estavam cumprindo os limites de capacidade aprovados.

A repressão foi desencadeada por um excesso de oferta que pressionou fortemente os preços. Em julho, a NEA emitiu uma diretiva instando a um fornecimento de carvão “estável e ordenado”, citando evidências de que algumas mineradoras estavam ultrapassando os limites de produção para compensar a queda dos preços com volumes maiores. Esse comportamento, segundo a NEA, perturbou gravemente a ordem do mercado.

As inspeções visaram a 8 principais regiões produtoras de carvão: Shanxi, Mongólia Interior, Anhui, Henan, Guizhou, Shaanxi, Ningxia e Xinjiang.

Os inspetores verificaram se as minas excederam a capacidade anual aprovada para 2024, se a produção mensal no início de 2025 ultrapassou os limites em mais de 10% e se as empresas matrizes impuseram metas que incentivavam a superprodução. As minas consideradas em desacordo com as normas no 1º semestre receberam ordens para interromper as operações para regularização e foram sujeitas a penalidades.

Os governos locais agiram rapidamente para fazer cumprir as ordens. Na Mongólia Interior, a principal região produtora de carvão da China, as autoridades informaram em setembro que 93 minas haviam produzido em excesso, incluindo 15 que excederam a capacidade em mais de 10% –um total de 26,3 milhões de toneladas. Essas minas foram paralisadas para regularização.

Outros importantes centros de produção de carvão também sofreram interrupções. Fontes do setor afirmaram que mais de 30 minas em Shanxi e Shaanxi receberam avisos de suspensão. Shanxi paralisou 7 operações, totalizando 7 milhões de toneladas de capacidade. Shaanxi fechou 26 minas, representando cerca de 36,75 milhões de toneladas, alegando superprodução, além de preocupações com segurança e meio ambiente.

De acordo com a Fangzheng Securities, dados públicos mostram que as paralisações de minas de carvão no 3º trimestre de 2025 afetaram cerca de 70 milhões de toneladas de capacidade.

A crise ocorreu em um momento em que o setor enfrentava uma queda acentuada nos lucros. Dados do Departamento Nacional de Estatísticas mostraram que os lucros da indústria de mineração e lavagem de carvão caíram 47,3% em relação ao ano anterior nos primeiros 11 meses, para US$ 945 bilhões, por conta do excesso de oferta que pressionou as margens de lucro.

Os preços do carvão se recuperaram brevemente no 4º trimestre, impulsionados pela demanda por aquecimento no inverno. O carvão térmico de referência de Qinhuangdao, com 5.500 kcal, subiu para US$ 120 por tonelada em meados de novembro. No entanto, os altos estoques e o clima ameno fizeram com que os preços caíssem para US$ 100 por tonelada em 26 de dezembro. No acumulado do ano, o preço médio caiu para menos de US$ 100 –uma queda de 19% em relação à média de US$ 124 em 2024.

A demanda permaneceu concentrada na geração de energia. De acordo com a consultoria Mysteel, as produtoras de eletricidade consumiram 2,68 bilhões de toneladas de carvão térmico em 2025 –quase 80% do consumo total. O setor de materiais de construção utilizou 300 milhões de toneladas, ou 8,9%, enquanto os produtores de metanol foram responsáveis ​​por 170 milhões de toneladas, ou 5%.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 20.jan.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.

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