As primeiras conversas presenciais entre autoridades russas, ucranianas e norte-americanas terminaram no sábado (24.jan.2026), com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), indicando que está disponível para um novo encontro. “Muitos assuntos foram discutidos e é importante que as conversas tenham sido construtivas”, disse Zelensky em uma publicação na rede social X sobre as negociações, que foram realizadas ao longo de 2 dias em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
“Como resultado das reuniões realizadas nestes dias, todas as partes concordaram em apresentar relatórios em suas respectivas capitais sobre cada aspecto das negociações e em coordenar os próximos passos com seus líderes. […] Caso haja disposição para avançar –e a Ucrânia está disposta– novas reuniões serão realizadas, possivelmente já na próxima semana”, acrescentou.
O projeto de plano de paz discutido em Abu Dhabi foi elaborado com base em documento escrito por autoridades russas e enviado ao governo do presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), em outubro de 2025. Desde então, foi revisado diversas vezes, com contribuições da Ucrânia, de nações europeias e de outros países.
Zelensky afirmou que as delegações discutiram um papel para os Estados Unidos no “monitoramento e supervisão do processo de fim da guerra”. Ele não especificou qual seria a forma da missão norte-americana, mas disse que os militares presentes nas delegações elaboraram uma lista de tópicos a serem discutidos em uma possível reunião de acompanhamento. Ele havia dito no início deste mês que os Estados Unidos e a Ucrânia praticamente tinham concluído as negociações sobre a contribuição norte-americana para as garantias de segurança no pós-guerra. O presidente ucraniano e Trump se reuniram esta semana em Davos, na Suíça, para discutir o acordo.
Por sua vez, o presidente russo Vladimir Putin (independente, esquerda) disse que a Rússia está vencendo a guerra e que suas forças armadas estão preparadas para lutar até atingir todos os seus objetivos. Na madrugada de sábado (24-jan), a Rússia lançou 375 drones e 21 mísseis contra a Ucrânia, visando principalmente Kiev e Kharkiv, matando uma pessoa e deixando as cidades sem energia elétrica e aquecimento, segundo autoridades ucranianas.
A Rússia e a Ucrânia enviaram chefes de espionagem veteranos para as negociações em Abu Dhabi. A delegação de Moscou incluía dois altos funcionários da inteligência militar, o almirante Igor Kostyukov e o general Alexander Zorin, segundo a mídia estatal russa. Kiev enviou o general Kyrylo Budanov, o principal oficial da inteligência militar ucraniana que recentemente se tornou chefe de gabinete de Zelensky. Os Estados Unidos foram representados por Jared Kushner, genro de Trump, e pelo enviado especial Steve Witkoff.


sem descrição BBC News fonte Getty Images O ditado popular que recomenda não se colocar todos os ovos na mesma cesta é amplamente usado no mundo dos invest