A Fundação FHC (Fernando Henrique Cardoso) organizou nesta 2ª feira (26.jan.2026) um webinar para analisar os desdobramentos políticos na Venezuela depois da captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). Também foram discutidos o futuro do chavismo e o papel dos Estados Unidos. O Poder360 transmitiu o evento em seu canal no YouTube.
Participaram:
Zúñiga disse que a estratégia a longo prazo para a Venezuela ainda não está clara. Afirmou que o governo de Donald Trump (Partido Republicano) foca inicialmente na exploração do petróleo, o que chamou de “olhar do século 19”.
Segundo Zúñiga, existem várias estratégias. “A do presidente Trump é dominar a indústria do petróleo da Venezuela. Talvez o secretário de Estado e outros integrantes do gabinete tinham um outro olhar. Desde o discurso do presidente, a gente viu que os oficiais em volta dele eram aqueles que iam mandar na Venezuela. São 2 times que estão improvisando e tentando defender o seu lado, os seus interesses”, disse.
Zúñiga afirmou que as lideranças venezuelanas estariam dispostas a ceder Maduro inicialmente em troca de sua sobrevivência política. “Obviamente eles querem ele de volta, mas em algum outro momento. Acho que o importante para as pessoas na Venezuela é sobreviver. É uma saída melhor do que o que aconteceu depois das eleições de 2024. Agora eles têm a chance de sobreviver como movimento e força política. E fisicamente”, declarou.
Já Margarita López Maya disse que a Venezuela “era um foco de perigo para os Estados Unidos muito maior do que um foco de negócio com o petróleo”. Segundo a especialista, o país latino era um local de “desobediência e de inimigos” na visão dos norte-americanos.
Na conferência, Margarita também declarou que a ação militar está relacionada a um retorno da Doutrina Monroe. Em dezembro, a Casa Branca divulgou a nova estratégia (PDF, em inglês – 500 kB) de segurança nacional norte-americana, reafirmando a doutrina e estabelecendo o “Corolário Trump”.
Sobre a continuidade do autoritarismo no país, Margarita afirmou: “O presidente Trump não tem esse olhar tão democratico de colocar outro grupo no poder. Para Marco Rubio [secretário de Estado dos Estados Unidos] esse sim é um projeto de vida, levar a democracia para Cuba começando pela Venezuela”.
Assista ao webinar:


