O estoque da DPF (Dívida Pública Federal) aumentará de R$ 8,635 trilhões em 2025 para até R$ 10,3 trilhões em 2026, segundo projeções do Tesouro Nacional. Eis a íntegra da apresentação (PDF – 2 MB) e do relatório (PDF – 556 kB).
O relatório “PAF (Plano Anual de Financiamento”) mostrou que os limites para 2026 variam de R$ 9,7 trilhões até R$ 10,3 trilhões. O prazo médio seria de 4,2 anos.
O governo pode atualizar as estimativas do PAF de 2026 de acordo com o cenário econômico. Em janeiro de 2025, por exemplo, o Tesouro estimou o estoque da DPF em até R$ 8,5 trilhões. O volume ficou acima do esperado no início do ano passado. Em setembro, o governo federal aumentou para até R$ 8,8 trilhões a estimativa para a dívida.
Em 2025, o estoque da dívida aumentou R$ 1,319 trilhão.
Na prática, o Tesouro reconhece que o estoque da dívida vai aumentar em, pelo menos, R$ 1,065 trilhão em 2026, podendo ser uma alta de R$ 1,665 trilhão. Os limites são baseados no cenário econômico e na necessidade de financiamento do governo federal.
O PAF disse que a necessidade líquida de financiamento é de R$ 1,678 trilhões em 2026, valor decorrente da dívida interna em poder do mercado, que totalizam R$ 1,538 trilhão.
“O intervalo projetado para o estoque da DPF ao final de 2026 leva em conta a apropriação dos juros, as expectativas para os indexadores e o planejamento de emissão e resgates”, disse o relatório.
Segundo o Tesouro Nacional, o prazo médio da dívida tende a ser mantido estável, “desenhados para lidar de forma adequada com os vencimentos previstos para os próximos anos e, ao mesmo tempo, favorecer a boa dinâmica do mercado de títulos públicos”.
O PAF 2026 disse que o cenário externo é desafiador, com ambiente global de comércio mais restritivo, incerteza na trajetória das principais moedas e altas taxas de juros.
O Tesouro afirmou ainda que o cenário nacional reflete tanto “otimismo quanto desafios” referentes à sustentabilidade fiscal e ao controle da trajetória da dívida pública.
“A evolução da percepção fiscal é um fator decisivo para os desdobramentos dos cenários para a execução deste PAF”, disse. “Em 2026, ano marcado pelo ciclo eleitoral, a gestão da dívida parte de uma posição robusta, com elevada capacidade de enfrentar eventuais episódios de volatilidade”, completou.


