A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,41% em janeiro, revertendo a queda de 0,01% registrada em dezembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) nesta quinta-feira (29).
O resultado ficou acima das estimativas do mercado, que apontava alta de 0,39%. Na comparação anual, em janeiro de 2025, o índice avançava 0,27%.
Com esse desempenho, o IGP-M acumula alta de 0,41% no ano, mas registra queda de 0,91% nos últimos 12 meses. No mesmo período do ano passado, o índice registrava alta acumulada de 6,75%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado, subiu 0,34% em janeiro, revertendo a queda de 0,12% observada em dezembro.
Segundo Matheus Dias, economista do FGV Ibre, a alta foi puxada principalmente por produtos básicos ligados à indústria extrativa e ao setor alimentício.
“No IPA, a alta do mês foi guiada principalmente por minério de ferro, tomate e carne bovina, evidenciando uma pressão concentrada em produtos básicos ligados tanto à indústria extrativa quanto ao setor alimentício. O minério de ferro, acelerou de 2,42% para 4,47% — movimento que, sozinho, contribuiu significativamente para a reversão do IPA para terreno positivo”, afirmou Dias.
Ao analisar os estágios de processamento, o grupo de Bens Finais registrou queda de 0,22% em janeiro, após alta de 0,07% em dezembro. Já o índice de Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de estabilidade (0%) para queda de 0,09%.
O grupo de Bens Intermediários avançou 0,61% no mês, após queda de 0,04% em dezembro, enquanto o índice de Bens Intermediários (ex), que exclui combustíveis e lubrificantes para a produção, avançou 0,64%, depois de alta de 0,04% no mês anterior.
Por fim, o estágio de Matérias-Primas Brutas avançou 0,55% em janeiro, após ter registrado queda de 0,30% em dezembro.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,51% em janeiro, à frente da alta de 0,24% registrada em dezembro.
Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco apresentaram aceleração:
Na direção oposta, o grupo Habitação recuou de 0,42% para 0,06%, enquanto Educação, Leitura e Recreação saiu de 1,53% para 1,38%, e Comunicação passou de 0,05% para estabilidade (0%).
Matheus Dias aponta que as mensalidades escolares, gasolina e tomate foram os motores da aceleração do índice no mês.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,63% em janeiro, acelerando frente à alta de 0,21% registrada em dezembro.
Na análise dos três grupos que compõem o indicador, o grupo Materiais e Equipamentos acelerou de 0,11% para 0,35% e o grupo Serviços desacelerou levemente, passando de 0,27% para 0,25%.
O maior impacto veio do grupo Mão de Obra, que avançou de 0,32% em dezembro para 1,03% em janeiro.
Segundo o economista do FGV Ibre, o movimento reflete reajustes de dissídios coletivos em Minas Gerais e o aumento do salário mínimo, que impactou diversas categorias profissionais nas demais capitais.
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