O golpe da maquininha é uma fraude clássica que se adaptou à era digital, explorando a pressa e a distração do consumidor. O criminoso, geralmente um vendedor mal-intencionado ou entregador, alega que o pagamento falhou ou que a máquina está sem papel para passar o cartão novamente.
O maior segredo dos bancos para lucrar com você todos os dias revela práticas que passam despercebidas pela maioria dos clientes – Créditos: depositphotos.com / Nattakorn
A abordagem mais comum acontece quando o golpista insere o cartão, o cliente digita a senha e, subitamente, o vendedor diz: “Deu erro de conexão, vamos tentar de novo”. Na verdade, a primeira transação foi aprovada, mas ele esconde a tela rapidamente.
Ao passar o cartão pela segunda vez, o cliente paga em dobro pelo mesmo produto. Em variações mais agressivas do golpe, a primeira máquina tem o visor adulterado para simular o erro, enquanto o pagamento é processado silenciosamente em segundo plano.
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Criminosos utilizam máquinas com o visor propositalmente danificado, arranhado ou com o brilho muito baixo. Isso impede que o consumidor verifique o valor que está sendo cobrado antes de digitar a senha, abrindo brecha para fraudes de alto valor.
Em entregas de delivery, por exemplo, um pedido de R$ 30,00 pode virar uma cobrança de R$ 3.000,00. O entregador aproveita a escuridão da noite e a dificuldade de leitura do visor para inserir valores exorbitantes que passam despercebidos no momento da pressa.
Para reforçar sua segurança online e evitar vazamentos de dados pessoais, selecionamos o conteúdo do canal Be!Tech. No vídeo a seguir, o apresentador detalha 5 dicas essenciais para não cair em golpes, abordando desde o uso de cartões virtuais e gerenciadores de senhas até os cuidados com backups na nuvem e redes sociais:
Outra modalidade envolve a manipulação do campo de valor. O vendedor digita o preço correto, mostra para o cliente, mas antes de pedir a senha, cancela e digita um valor maior, ou acrescenta um zero extra sorrateiramente.
Isso é comum em ambientes aglomerados como bares, baladas ou vendedores ambulantes no carnaval. A distração do ambiente e a confiança no vendedor são os principais aliados desse tipo de furto digital que lesa milhares de cartões Visa e Mastercard.
Embora a maioria das máquinas hoje aceite aproximação, quando o cartão é inserido, existe o risco da troca. O golpista pega o cartão do cliente, insere na máquina, pede a senha e, na hora de devolver, entrega um cartão idêntico (do mesmo banco) que pertence a outra vítima.
O cliente guarda o cartão sem olhar o nome e vai embora. O criminoso fica com o cartão verdadeiro e a senha que acabou de ver sendo digitada, pronto para fazer saques e compras imediatas antes que a vítima perceba a troca.
Se cair no golpe, o primeiro passo é bloquear o cartão imediatamente pelo aplicativo do banco. Em seguida, deve-se registrar um Boletim de Ocorrência (pode ser online) detalhando o local e o horário da fraude.
Com o B.O. em mãos, entre em contato com o banco para contestar a compra. Embora bancos digitais como Nubank tenham mecanismos de segurança, a devolução não é garantida se a senha foi usada, pois caracteriza-se, a princípio, uma transação autenticada. A briga jurídica pode ser necessária.
Proteja seu dinheiro seguindo estas regras de ouro na hora de pagar:
Defesa Anti-Golpe
Sem Visor, Sem Senha: Nunca digite a senha se não conseguir ler o valor claramente na tela.
Notificação Ativa: Confira a notificação de compra no app do banco antes de passar o cartão de novo.
Confira o Nome: Ao receber o cartão de volta, verifique sempre se o nome impresso é o seu.Veja alertas de segurança na Febraban.
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