Primeira-dama abriu evento de lançamento da iniciativa no Planalto e homenageou vítimas de casos que tiveram destaque no país; disse ter orgulho de Lula por atuPrimeira-dama abriu evento de lançamento da iniciativa no Planalto e homenageou vítimas de casos que tiveram destaque no país; disse ter orgulho de Lula por atu

Após articular pacto, Janja convoca homens a atuarem contra o feminicídio

2026/02/05 00:32
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A primeira-dama Janja Lula da Silva abriu nesta 4ª feira (4.fev.2026) a cerimônia de lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto. Uma das responsáveis pela articulação do projeto, centrou o discurso na dor das vítimas e na cobrança de responsabilidade dos homens no combate à violência contra mulheres.

Janja iniciou sua fala lendo a história de uma mulher que sobreviveu à violência doméstica. Disse que o relato poderia ser o de “qualquer mulher” presente e afirmou que milhões de brasileiras vivem sob ameaça cotidiana.

“A minha angústia é a angústia de milhões de brasileiras”, disse, ao lembrar do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Janja, quando o chefe do Executivo afirma que vai “dar a mão” a ela, está estendendo essa proteção a todas as mulheres.

Enquanto a primeira-dama discursava, um telão exibia nome e idade de mulheres vítimas de feminicídio. Janja citou diversos casos ao longo da fala e classificou como inaceitável a banalização da violência extrema contra mulheres. Na sequência, a cerimônia teve a apresentação da cantora Larissa Luz, que interpretou “Maria da Vila Matilde”, de Elza Soares. A artista se tornou símbolo de resistência após relatar episódios de violência doméstica sofridos ao longo da vida.

Integrantes do governo relatam que Lula passou a adotar um discurso mais enfático contra o feminicídio depois de pedidos diretos de Janja para que o tema ganhasse centralidade na agenda presidencial. Em seu discurso nesta 4ª feira (4.fev), a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), também reconheceu o papel da primeira-dama no avanço da pauta.

Em dezembro de 2025, o presidente chegou a afirmar que assumiu uma atitude “mais dura”  no enfrentamento à violência contra mulheres depois de ver Janja chorando por causa de mais um caso de feminicídio.

“Eu acordei domingo para tomar café e no café a Janja começou a chorar. Ontem, ela voltou a chorar. E hoje, no avião, ela pediu pra mim: ‘Ô Lula, assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher no planeta Terra’”, afirmou em discurso na cerimônia de integração logística e operacional entre o Porto de Suape e a RNEST (Refinaria Abreu e Lima).

O pacto lançado no Planalto estabelece atuação conjunta do Executivo, Legislativo e Judiciário, com ações de prevenção, proteção às vítimas, responsabilização de agressores e fortalecimento de políticas públicas. Lula já declarou que o enfrentamento ao feminicídio “também é tarefa dos homens” e cobrou envolvimento ativo de ministros no tema.

Participaram da cerimônia ministros, congressistas e autoridades dos Três Poderes, entre eles:

  • Túlio Gadêlha (deputado federal, Rede-PE);
  • Davi Alcolumbre (presidente do Senado, União-AP);
  • Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal);
  • Jaques Wagner (senador, PT-BA);
  • Jader Barbalho Filho (ministro das Cidades, MDB-PA);
  • Esther Dweck (ministra da Gestão e Inovação, PT);
  • Jorge Messias (advogado-geral da União, PT);
  • Simone Tebet (ministra do Planejamento, MDB);
  • Sidônio Palmeira (ministro da Secretaria de Comunicação Social);
  • Rui Costa (ministro da Casa Civil, PT);
  • Paulo Gonet (procurador-geral da República);
  • Anielle Franco (ministra da Igualdade Racial, PT);
  • Tarciana Medeiros (presidente do Banco do Brasil);
  • Rosângela Lula da Silva, a Janja;
  • Randolfe Rodrigues (senador, PT-AP);
  • José Guimarães (deputado federal, PT-CE);
  • Tereza Leitão (senadora, PT-PE);
  • Edson Fachin (ministro do STF);
  • Marina Silva (ministra do Meio Ambiente, Rede);
  • Gleisi Hoffmann (ministra da Secretaria de Relações Institucionais, PT);
  • Márcia Lopes (ministra das Mulheres, PT);
  • Vinícius de Carvalho (controlador-geral da União).
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