Polícia Civil de SC concluiu investigação e pediu internação do adolescente apontado como responsável pelas agressõesPolícia Civil de SC concluiu investigação e pediu internação do adolescente apontado como responsável pelas agressões

Vídeo apresentado pela defesa questiona cronologia do caso Orelha

2026/02/05 14:30
Leu 3 min

A defesa do adolescente apontado como responsável pelas agressões ao cão comunitário Orelha divulgou na 4ª feira (4.fev.2026) um vídeo para questionar a cronologia do caso. O advogado Alexandre Kale disse à NSC TV que o vídeo evidencia a “fragilidade dos indícios” ao mostrar o cachorro andando pelas ruas do bairro por volta das 7h do dia 4 de janeiro. A Polícia Civil de Santa Catarina indicou que a agressão ocorreu por volta das 5h30.

Na 3ª feira (3.fev), a Polícia Civil de Santa Catarina encerrou as investigações sobre as agressões que levaram o cão Orelha à morte e pediu a internação de um dos 4 adolescentes que estariam envolvidos no crime.

“Seria muito leviano afirmar o exato momento em que o cachorro teria sido morto. O período em que ele desapareceu é muito longo”, disse o advogado.

Assista ao vídeo (15s):

A delegada Mardjoli Valcareggi disse ao portal G1 que a Polícia Civil nunca afirmou que o cão morreu logo depois das agressões. “Em nenhum momento a Polícia Civil confirmou a versão de que esse animal teria sido agredido até a morte. Desde o início das investigações, por meio de testemunhas, de pessoas que viram o animal machucado no dia 4 e de pessoas que o resgataram no dia 5”, declarou.

Segundo a polícia, foram analisadas mais de 1.000 horas de filmagens captadas por 14 câmeras. Além disso, 24 testemunhas foram ouvidas.

As imagens analisadas foram fundamentais para as autoridades, embora não existam gravações do momento do ataque ao animal. Foi com base nelas que os investigadores puderam verificar as roupas usadas pelo rapaz no dia do crime, além de comprovar que ele havia saído de madrugada do condomínio onde mora.

A polícia também usou um software francês para verificar a localização do menor no momento da agressão ao cão Orelha. Com o programa –que identifica onde está o celular– e imagens das câmeras, a investigação conseguiu provar que o rapaz deixou o condomínio às 5h25, e foi até a Praia Brava naquele 4 de janeiro. Ele voltou ao mesmo local às 5h58, acompanhado de uma jovem.

Um outro software, agora israelense, de recuperação de dados apagados de celulares também foi utilizado.

O depoimento do rapaz, colhido na última semana, também foi chave para desvendar o crime. O jovem se contradisse, afirmando que não havia deixado sua casa naquele fim de madrugada. Mas a polícia já tinha as imagens comprovando o contrário. Havia vídeos do controle de acesso da portaria, imagens do moletom e do boné que ele usava, além do relato de testemunhas afirmando que o jovem havia deixado o condomínio.

Como divulgado alguns dias depois do ataque ao cachorro, o adolescente viajou aos Estados Unidos para visitar a Disney. Voltou ao país no dia 29 de janeiro, com a polícia já o aguardando no aeroporto.

Na chegada a Santa Catarina, um parente do adolescente tentou esconder o boné e ainda afirmou que o moletom que estava na bagagem havia sido comprado nos EUA. Mas eram os mesmos usados no dia do ataque a Orelha.

Com todas essas provas em mãos, a Polícia Civil decidiu pedir a internação do jovem. Outros 3 adultos ligados aos 4 adolescentes foram indiciados por coação a testemunha.


Com informações da Agência Brasil.

Oportunidade de mercado
Logo de Siacoin
Cotação Siacoin (SC)
$0.001299
$0.001299$0.001299
-1.51%
USD
Gráfico de preço em tempo real de Siacoin (SC)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.