O Técnico de Manutenção Eólica vive uma rotina eletrizante em 2026, unindo alpinismo e engenharia. Com o Brasil liderando a geração renovável, a demanda por esses profissionais explodiu no Nordeste. Multinacionais disputam quem não teme altura, valorizando muito seus passes.
A rotina exige subir torres equivalentes a prédios de 30 andares para acessar a “nacele”. Lá no topo, o técnico repara geradores da Vestas ou GE Vernova. O espaço é confinado e exige preparo físico total para suportar o balanço causado pelos ventos fortes.
O trabalho também é mental, exigindo diagnósticos em sistemas hidráulicos e eletrônicos complexos. O profissional usa softwares da Siemens Gamesa para destravar a produção de energia. Essa responsabilidade vital justifica a alta remuneração paga pelas operadoras?
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O salário base cresce com o adicional de periculosidade de 30% e bônus por deslocamento. Como os parques ficam longe, empresas como a Omega Energia pagam pacotes agressivos para atrair talentos. Assim, o rendimento líquido supera muitos cargos de engenharia tradicionais.
A falta de mão de obra certificada inflaciona os valores, gerando disputa por experientes. Quem domina reparos de pás ou grandes componentes torna-se raro e valioso. A especialização técnica transforma o risco da altura em lucro direto.
A base técnica vem do SENAI ou Institutos Federais, mas o diferencial são as certificações de segurança. O mercado exige cursos que padronizam o resgate e a operação em altura. O resumo dos cursos indispensáveis pode ser visualizado na lista a seguir:
O registro ativo no CFT é obrigatório para assinar relatórios técnicos oficiais. Além disso, ler manuais em inglês virou filtro eliminatório, pois os equipamentos vêm da Europa ou China.
A carreira evolui rápido para quem viaja e resolve problemas sob pressão. O setor eólico offshore, que cresce no Brasil, promete pagar ainda mais, competindo com o petróleo. A seguir, veja os dados da tabela para comparativo dos elementos salariais praticados em 2026:
| Nível do Técnico | Complexidade da Função | Salário Médio Estimado |
| Técnico Trainee | Auxiliar de Solo | R$ 3.500 – R$ 5.000 |
| Técnico Nível II | Manutenção Preventiva | R$ 6.000 – R$ 8.500 |
| Técnico Especialista | Corretiva Avançada | R$ 9.000 – R$ 12.000 |
| Supervisor de Parque | Gestão de Ativos | R$ 13.000 – R$ 18.000+ |
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A nova fronteira é a geração offshore, com turbinas instaladas no oceano pela Petrobras ou Equinor. Isso exigirá técnicos com noções de sobrevivência no mar e logística naval. Os salários devem ser até 50% maiores devido ao confinamento.
Prepare-se investindo em inglês e hidráulica avançada agora mesmo. As empresas vão migrar seus melhores técnicos de terra para liderar essas novas operações no mar. O próximo passo estratégico é buscar um centro GWO para obter sua certificação de segurança internacional.
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